<T->
          Geografia 
          Vivncia e Construo 
          2 srie -- Ensino Fundamental 
          
          J. William Vesentini
          Dora Martins
          Marlene Pcora
          
 Impresso braille em 2 
 partes, da edio 2001, da 
 Editora tica Ltda.

          Primeira Parte

          Ministrio da Educao 
          Instituto Benjamin Constant
          Diviso de Imprensa Braille
          Av. Pasteur, 350/368
          Urca -- 22290-240
          Rio de Janeiro -- RJ 
          Brasil
           Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2006 --

<p>
          Editor: Joo Guizzo
          Coordenador de edio: Beatriz Helena de Assis Pereira 

          ISBN: 85-08-07847-1
          
          Todos os direitos de edio 
          reservados  Editora tica 

          Rua Baro de Iguape, 110 -- CEP 01507-900 
          Caixa Postal 2937 -- CEP 01065-970
          So Paulo -- SP
          Tel: (0xx11) 3346-3000 -- Fax: (0xx11) 3277-4146
          ~,http:www.atica.com.br~,
          ~,editora@atica.com.br~,
<P>
<F->
                               I
<F+>
 Nota Oficial da Comisso
 Brasileira do Braille (CBB) 

  A transcrio desta obra est de acordo com a "Grafia Braille para a Lngua Portuguesa -- Braille Integral", constante da publicao CDU 376.#ceb, editada em tinta e em braille pelo Ministrio da Educao e aprovada pela Portaria Ministerial n.o 2678, de 24 de setembro de 2002, com vigncia a partir de 01 de janeiro de 2003.
  O referido documento foi elaborado pela Comisso Brasileira do Braille e pela Comisso de Braille de Portugal aps prolongados e criteriosos estudos tcnicos.
  No final desta nota voc encontrar uma listagem com smbolos estabelecidos pela "Grafia".
  A maioria deles j  do seu conhecimento, mas existem alteraes e alguns smbolos novos.
<p>
  As alteraes e a adoo de novos smbolos basearam-se principalmente nos seguintes critrios:

<R+>
 1. Ajustar a grafia bsica a novas necessidades da representao braille.
 2. Adequar a escrita braille s modificaes realizadas nas representaes grficas decorrentes do avano cientfico e tecnolgico e do emprego cada vez mais freqente da Informtica.
 3. Evitar a duplicidade de representao de smbolos braille.
 4. Ajustar a grafia bsica, considerando o "Cdigo Matemtico Unificado" (CMU), adotado no Brasil desde 1997.
 5. Garantir a qualidade da transcrio de textos para o Sistema Braille, especialmente dos livros didticos.
<P>
                            III
 6. Favorecer o intercmbio entre pessoas cegas e instituies de diferentes pases de Lngua
  Oficial Portuguesa.
 7. Atender s recomendaes da Unio Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO quanto  unificao das grafias por grupos lingsticos.
<R->

  Em caso de dvida, voc poder consultar a "Grafia Braille para a Lngua Portuguesa", em cujo texto encontrar todos os smbolos adotados, as respectivas normas de aplicao e diversos exemplos ilustrativos.
  A seguir, listagem de smbolos adotados pela "Grafia". O nmero entre parnteses que acompanha um smbolo novo ou alterado indica o pargrafo da "Grafia" em que se estabelece a sua norma de aplicao.
<P>
<R+>
 , vrgula
 ; ponto-e-vrgula
 : dois-pontos
 ' ponto (32); apstrofo 
 ? ponto de interrogao
 ! ponto de exclamao
 ''' reticncias
 - hfen ou trao de unio
 -- travesso
  crculo
 `( `) ou ( ) abre e fecha parnteses (35)
 `[ `] ou [ ] abre e fecha colchetes (35)
 " abre e fecha aspas, vrgulas altas ou comas (36)
 " abre e fecha aspas angulares (36)
 $" abre e fecha outras variantes de aspas 
(aspas simples, por exemplo) (36)
 * asterisco 
 & "e" comercial (39)
 / barra (40)
 | barra vertical (40)
 :> seta para a direita
 <: seta para a esquerda
 <:> seta de duplo sentido
                               V
  Euro (18.1)
 $ cifro
 % por cento
  por mil
  pargrafo(s) jurdico(s)
 + mais
 - menos
  multiplicado por
  dividido por, trao de frao (17)
 = igual a
 ~ trao de frao (17)
 o maior que
  menor que
  grau(s)
  minuto(s)
  segundo(s)
 { sinal de maiscula
 {{ sinal de maiscula em todas as letras da palavra
 :{{ sinal de srie de palavras com todas as letras maisculas
 ~ sinal de minscula latina; sinal especial de translineao de expresses matemticas 
(22.1)
 $ sinal restituidor do significado original de um smbolo 
 braille (42)
 # sinal de nmero
  sinal de expoente ou ndice superior
  sinal de ndice inferior
 * sinal de itlico, negrito ou sublinhado (30)
 ~: sinal de transpaginao (55)
 @ arroba (apndice 1`
 ~, sinal delimitador de contexto informtico (apndice 1`
<R->  

<p>
                             VII
<F->
 Vesentini, Jos William, 1950-
  Geografia : livro do professor / Jos William 
 Vesentini, Dora Martins Dias e Silva, Marlene Pcora. -- So Paulo : tica, 2001. -- (Vivncia & Construo)

  Obra em 4 v. para alunos de 1 a 4 sries.
  1 impresso da 1 ed.

  1. Geografia (Ensino fundamental) I. Silva, Dora Martins Dias e. II. Pcora, Marlene. III. Ttulo. IV. srie.
  
 01-1249       CDD 372.8910202
<F+>

          ndice para catlogo sistemtico:
          1. Geografia : Manual do 
          professor : Ensino 
          Fundamental 372.8910202
<F+>

<p>
Seu Livro em Braille

  Este  o livro utilizado em sua classe, produzido em braille para voc. Ele contm as mesmas informaes que esto no livro do seu colega, porm, enquanto o livro comum apresenta ilustraes, cores e tamanhos variados de letras (grandes, pequenas, arredondadas, retas, inclinadas, ligadas umas s outras, separadas), o seu livro em braille apresenta descries substituindo ilustraes e, em 
muitos casos, figuras so explicadas, procurando fazer voc compreender o que elas representam.
     
Dicas para estudar no seu livro
  em braille   

  1 -- As pginas mpares deste livro apresentam duas numeraes na primeira linha: a que fica  direita  a do prprio livro em braille e a que est  esquerda  a do livro comum. Por esta, voc pode se localizar, de acordo com a 
                             IX
orientao do professor, ou quando estiver estudando com outros colegas.

  2 -- Em alguns momentos, voc precisar contar com a colaborao de algum; por isto, foi colocada a frase "pea orientao ao professor" para sugerir que voc solicite informaes ou esclarecimentos a seu professor.

  3 -- Sempre que voc encontrar nos textos alguma informao visual e tiver dvida, pergunte a seu professor ou a outra pessoa capaz de esclarec-lo.

  4 -- Quando voc encontrar o sinal _ e, depois dele, uma frase terminada pelo sinal _ saiba que se trata de uma explicao especial chamada "nota de transcrio", empregada nos livros em braille.
<p>
  5 -- Leia com ateno a Nota Oficial da Comisso Brasileira do Braille, na pgina I. Ela informar voc sobre algumas alteraes dos sinais braille, em vigncia a partir de janeiro de 2003, facilitando, assim, a leitura dos textos.

  Tire o melhor proveito deste livro e procure conserv-lo. Ele  uma fonte permanente de consulta.

<TGeo. V. e C. 2>
<3>
<T+1>
<R+>
Apresentao

 Nestas praias sem cercas e sem dono 
 do velho Araguaia,
 achei um amigo, escuro, 
 de cara pintada a jenipapo e 
  urucum:
 o caraj Araticum-uassu.

 (...)

 Hoje eu lhe perguntei:
 "Como foi feito o mundo, 
  meu patrcio Araticum-uassu?..."
 Ele riu, deu um mergulho no rio,
 e emergiu, com a cabeleira em 
  gotas,
 sem precisar de falar...

No Araguaia  I. *Magma*, Joo Guimares Rosa.

 Nomes, famlias, infncia, naes indgenas, paisagens...
 Este livro  uma praia sem cercas nem dono. Ele tem um pouco de voc, da sua terra, do seu povo, do seu lugar.
 Fala de voc no mundo e do mundo que voc ajuda a construir no dia-a-dia.
 Nele voc vai encontrar perguntas a respeito da sua histria. E da histria de todos ns.
 Um mergulho no rio da vida, esse  o desafio. 
 E ento, vamos mergulhar?

Os autores

<4>
<R+>
O que  mesmo estudar Geografia?
<R->

  Voc j sabe: a Geografia ajuda voc a conhecer paisagens
diferentes e outros modos de vida. Ajuda tambm a pensar no seu 
relacionamento com as pessoas, com os espaos e com tudo aquilo
que faz parte do seu dia-a-dia.
  Que tal recordar um pouco do que voc aprendeu?
<p>
<R+>
 1. Em uma folha de papel sulfite, faa colagens, desenhos ou escreva alguma coisa para mostrar o que voc j sabe de Geografia.
 2. Em outra folha, desenhe, escreva ou faa colagens para representar o que voc acha que vai aprender este ano.
 3. Escreva seu nome e a data nos trabalhos. Depois, mostre-os aos colegas e  professora. Troque idias sobre o que a classe aprendeu e o que espera aprender.
 4. Agora voc e seus colegas podem ajudar a professora a organizar o mural da classe. Esse ser o cantinho especial da turma, onde vocs colocaro desenhos, fotografias, recortes, calendrio...
 5. Inaugure o mural com os trabalhos que voc acabou de fazer. Guarde-os, pois eles sero usados novamente no final do ano. 
<R->

<5>
<p>
<p>
Sumrio Geral

Primeira Parte

Captulo 1. Nossas 
  famlias :::::::::::::::::: 11
 O nome das pessoas ::::::::: 11
 Nomes e mais nomes ::::::::: 12
 Muitos nomes, muitas 
  histrias ::::::::::::::::: 16
 O registro do seu nome ::::: 18
 A festa dos nomes :::::::::: 20
 Lnguas indgenas :::::::::: 22
 Cruzadinha munduruku ::::::: 25
 Ser criana :::::::::::::::: 28
 No deixe a peteca cair! ::: 31
 Brincadeiras indgenas ::::: 33
 Crescendo na aldeia :::::::: 35
 A famlia de cada um ::::::: 39
 A mo do artista ::::::::::: 41
 Famlias de outros 
  tempos :::::::::::::::::::: 42
 Vivendo com os paren-
  tes ::::::::::::::::::::::: 44
 Para terminar :::::::::::::: 47
<p>
Captulo 2. Moradias e 
  modos de vida ::::::::::::: 49
 Casas! ::::::::::::::::::::: 50
 A casa onde voc mora :::::: 51
 Fazendo uma planta ::::::::: 53
 Habitaes indgenas ::::::: 56
 A casa dos Karaj ::::::::: 59
 A casa dos Yanomami ::::::: 61
 Comparando os jeitos de 
  morar ::::::::::::::::::::: 62
 Diferentes modos de 
  vida :::::::::::::::::::::: 64
 O dia-a-dia de algumas 
  comunidades indgenas ::::: 68
 Comparando ::::::::::::::::: 69
 Presentes da natureza :::::: 71
 Para terminar :::::::::::::: 74

Captulo 3. Escola 
  com arte! ::::::::::::::::: 77
 Arte na escola ::::::::::::: 77
 Desenhos decorativos ::::::: 79
 Representando a escola ::::: 81
 Desenhando a fachada da 
  escola :::::::::::::::::::: 83
 Representando os espaos 
  com plantas ::::::::::::::: 86
<p>
 Fazendo a planta da sala 
  de aula ::::::::::::::::::: 89
 Medindo as paredes ::::::::: 91
 Medindo os mveis da 
  sala :::::::::::::::::::::: 92
 Organizando a legenda :::::: 94
 Escolas indgenas :::::::::: 96
 Para terminar :::::::::::::: 99

 Para saber mais :::::::::::: 102
 Glossrio :::::::::::::::::: 109

Segunda Parte

Captulo 4. Um lugar 
  no mundo :::::::::::::::::: 121
 Conhecendo os arredores 
  da escola ::::::::::::::::: 121
 Trabalhos diferentes em 
  lugares diferentes :::::::: 125
 Um pouco mais sobre os 
  lugares ::::::::::::::::::: 128
 Desenhando os arredores 
  da escola ::::::::::::::::: 132
 Trabalhando com plantas :::: 134
<p>
 Participando da vida da 
  comunidade :::::::::::::::: 136
 De cima para baixo ::::::::: 138
 Sua terra, seu pas :::::::: 142
 Para terminar :::::::::::::: 145

Captulo 5. O trabalho 
  na vida das pessoas ::::::: 149
 Para viver o dia-a-dia ::::: 150
 Investigando mercado-
  rias :::::::::::::::::::::: 154
 Confuso no supermer-
  cado :::::::::::::::::::::: 156
 A importncia do tra-
  balho ::::::::::::::::::::: 158
 Os trabalhos se rela-
  cionam :::::::::::::::::::: 163
 Entrevistando um traba-
  lhador :::::::::::::::::::: 166
 Todo dia  dia de 
  ndio ::::::::::::::::::::: 167
 Fazendo o moitar :::::::::: 171
 Para terminar :::::::::::::: 173

Captulo 6. Um ambiente 
  para todos :::::::::::::::: 176
 Um passeio pelo parque ::::: 177
 Observando as paisagens :::: 180
 Paisagens do passado e do 
  presente :::::::::::::::::: 185
 Vivendo com a floresta ::::: 188
 Problemas ambientais ::::::: 192
 Detetives do meio 
  ambiente :::::::::::::::::: 194
 Virou notcia! ::::::::::::: 199
 Boas notcias! ::::::::::::: 201
 Para terminar :::::::::::::: 206

 Brasil  Diviso 
  poltica :::::::::::::::::: 209
 Brasil -- Principais 
  rios :::::::::::::::::::::: 210
 Glossrio :::::::::::::::::: 211
 Sugestes de leitura ::::::: 222
 Bibliografia ::::::::::::::: 231
<R->

<7>
<p>
<p>
<R+>
_`[{nesta obra, o termo *legenda*, quando refere-se a foto, gravura, ilustrao, quadro, desenho, etc., tem o sentido de texto explicativo ou complementar_`]

               ::::::::::::::::::::::::

Captulo 1  Nossas famlias

 _`[{foto mostrando um grupo de crianas do povo Parakan, em cima de uma rvore_`]
<R->

  Assim como outros seres humanos, voc no vive isolado. Todos ns dependemos uns dos outros para sobreviver.
  Em casa, na escola, na sua rua, voc convive com muitos
grupos de pessoas: familiares, colegas e vizinhos. 
  Agora voc vai falar de voc e de grupos com os quais convive. Vai tambm conhecer algumas comunidades indgenas que vivem no Brasil.

<R+>
Para saber mais dos Parakan, veja a pgina 104.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<8>
O nome das pessoas

<R+>
 1. Para comear, leia com seus colegas a letra de uma cano.

Gente tem sobrenome

 Todas as coisas tm nome
 Casa, janela e jardim
 Coisas no tm sobrenome
 Mas a gente sim

 Todas as flores tm nome
 Rosa, camlia e jasmim
 Flores no tm sobrenome
 Mas a gente sim

 O J  Soares, Caetano  
  Veloso
 O Ary foi Barroso tambm
 Entre os que so Jorge
 Tem um Jorge Amado
 E um outro que  o Jorge Ben
 Quem tem apelido
 Ded, Zacharias, Mussum
 E a Faf de Belm

 Tem sempre um nome
 E depois do nome
 Tem sobrenome tambm
 
 Todo brinquedo tem nome
 Bola, boneca e patins
 Brinquedos no tm sobrenome
 Mas a gente sim

 Coisas gostosas tm nome
 Bolo, mingau e pudim
 Doces no tm sobrenome
 Mas a gente sim
	
 Renato  Arago o que faz 
  [confuso
 Carlitos  o Charles Chaplin 
 E tem o Vinicius que era de
  [Moraes
 E o Tom Brasileiro  Jobim 
 Quem tem apelido, Zico, 
  Maguila, 
 Xuxa, Pel e He-man

 Tem sempre um nome
 E depois do nome
 Tem sobrenome tambm

*Cano dos direitos da criana*,
  Toquinho e Elifas Andreato, Movieplay do Brasil.
<R->

<9>
<R+>
 2. Voc reparou que os autores citam vrios nomes e sobrenomes de pessoas famosas? Registre no caderno os nomes e sobrenomes das pessoas que conhece ou j ouviu falar.
 3. Conte aos colegas o que voc sabe a respeito dessas pessoas.
 4. Agora escreva no caderno os nomes e sobrenomes de pessoas de quem voc gosta ou admira.
 5. Comente com os colegas por que voc escolheu essas pessoas.
<R->

Fique sabendo... 

  Conhea duas pessoas famosas mencionadas na cano que voc leu:
  Antnio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom Jobim, um grande compositor da msica popular brasileira. Carioca, ele escreveu numerosas canes a respeito da beleza do Rio de Janeiro, da gente e das coisas do Brasil. Muitas ficaram famosas no mundo inteiro, como *Garota de Ipanema* ou *Corcovado*. Voc conhece essas ou outras msicas de Tom Jobim?
  Vincius de Moraes, tambm carioca, foi amigo e parceiro de Tom Jobim. Juntos escreveram muitas canes. Vincius teve outros parceiros, como Toquinho, um dos autores da msica *Gente tem sobrenome*. Ele tambm era poeta. Um de seus poemas infantis mais conhecidos  *A casa*, que comea assim:
<R+>
 "Era uma casa muito engraada 
 No tinha teto, no tinha 
  nada...". 
 Voc conhece?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<10>
Nomes e mais nomes

  Ser que voc sabe o nome e o sobrenome de todos os seus colegas de classe?
  Agora voc vai fazer algumas atividades para conhecer melhor sua turma.

<R+>
 1. Para ensinar seu nome aos colegas e aprender o nome de
todos eles, nada melhor do que um crach. Veja como fazer:
 a) Pegue uma folha de papel sulfite.
 b) Dobre a folha duas vezes.
 c) Escreva seu nome e sobrenome no crach. Pode abreviar um dos nomes, mas no o ltimo.
  Veja os exemplos:
 Maria Soares
 Antnio C. Silva

<11>
 2. Agora que voc fez seu crach, que tal brincar com ele? Preste ateno na explicao da professora e siga as instrues abaixo:
 a) Coloque seu crach com o nome virado para baixo sobre a mesa da 
professora.
 b) Quando a professora der o sinal, pegue um dos crachs da mesa. Leia o 
nome que est escrito e no conte a ningum.
 c) Na sua vez de falar, diga a primeira e a ltima letra do nome escrito no 
crach que voc pegou. V fazendo suspense e dando dicas at algum 
colega adivinhar o nome.
 d) Entregue o crach a seu dono.
 e) A criana que recebe o crach continua a brincadeira.
<R->

Voc sabia?........... 

  Antigamente no existiam sobrenomes. Com o aumento dos grupos humanos, os nomes comearam a se repetir. Para diferenciar nomes iguais, passou-se a usar o nome do pai (Simo, filho de Jonas) ou o local de nascimento (Tales de Mileto).
  Muitos nomes lembram qualidades ou caractersticas fsicas: Bruno significa moreno, Lcia quer dizer luminosa, Nvea quer dizer branca como a neve. Tambm so comuns nomes que indicam lugares (Luana vem de Luanda, capital de Angola), profisses (Ferreira vem de ferreiro, pessoa que faz trabalho em ferro) ou nomes de rvores (Carvalho ou Pereira).
  Entre os ndios brasileiros, muitas vezes o sobrenome indica a nao, como Marcos Terena ou Davi Yanomami. Nas naes indgenas da Amrica do Norte, muitos nomes lembram a natureza, como Nuvem Cinzenta, Touro Sentado, Filhote de Lobo ou Coruja Amarela.

               ::::::::::::::::::::::::

<12>
Muitos nomes, muitas histrias

  Voc gosta de seu nome? Sabe por que recebeu esse nome e o que ele significa? Que tal descobrir?

<R+>
 1. Pergunte a um adulto que mora com voc:
 a) Quem escolheu meu nome?
 b) Por que foi esse o nome escolhido?
 c) Qual o significado do meu nome?

 2. Registre as respostas no caderno.
 3. Conte aos colegas o que voc descobriu sobre o seu nome.
 4. Pode ser que alguns alunos da classe tenham o mesmo nome. Por que ser que em certas pocas alguns nomes so mais usados do que outros? Converse sobre isso com seus familiares. Anote a opinio deles no caderno.

 5. Leia suas anotaes aos colegas e  professora. Depois, troque idias com eles.
 a) O que a maioria dos familiares respondeu?
 b) Voc concorda? Por qu?
<R->

DESAFIO 

  Iara, Moema, Jaci e Ubirat so nomes indgenas muito usados
por pessoas que no so indgenas.
  Voc conhece outros nomes prprios de origem indgena? 
  Descubra e conte aos colegas.

               ::::::::::::::::::::::::

<13>
 O registro do seu nome

  No Brasil, o nome das crianas  registrado assim que elas nascem. Para fazer o registro, um adulto responsvel vai ao cartrio e fornece os dados da criana que nasceu. Ento o cartrio deve entregar gratuitamente a certido de nascimento. Mais tarde, um adulto tambm pode tirar a carteira de identidade da criana. Voc tem esses documentos?

<R+>
 1. A carteira de identidade e a certido de nascimento fornecem algumas informaes sobre as pessoas. Agora
voc vai trabalhar com esses documentos.
 a) Pea a algum de casa que mostre sua certido de nascimento ou sua carteira de identidade. Leia com ateno tudo o que est escrito.
 b) Veja como Luciana passou as informaes da certido de nascimento dela para o caderno:
  Meu nome completo: Luciana Sandes
  Data do meu nascimento: 03/08/1996
  Cidade onde nasci: Delmiro Gouveia
  Nome completo de minha me: Salete Sandes
  Nome completo de minha av materna (me da minha me)  (**):
 :::::::::::::::::::::::::::::::::
<F->
<R+>
      (**) Essa informao aparece somente na certido de nascimento.
<R->
<F+>

  Ana Emlia Silva
 c) Agora  sua vez! Crie um quadro no caderno e complete-o com as 
informaes da sua certido de nascimento ou carteira de identidade. 
Depois, mostre aos colegas e veja o que eles fizeram.

 2. Que outros documentos voc conhece que tm o seu nome? Conte aos colegas e  professora.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<14>
A festa dos nomes

  Para todas as pessoas o nome  muito importante.
   uma espcie de marca que nos identifica e nos acompanha pela vida.
  Em muitas culturas, o momento de dar o nome a uma criana ou o reconhecimento de seu nome na comunidade  celebrado com festas e cerimnias. 
  Muitas vezes os pais escolhem o nome de uma pessoa da famlia ou de algum que admiram.

<R+>
 1. Com a professora e os colegas, leia um texto que conta como os ndios Sanum escolhem os nomes de suas crianas.
<R->

  Alguns dias depois que uma criana nasce, o pai vai caar. Essa caada  muito importante porque a criana recm-nascida receber o nome do animal que seu pai caar. E, alm do nome, ir receber tambm o esprito do animal. Os Sanum acreditam que a criana ter as qualidades, o jeito de ser daquele animal.

<R+>
 Texto adaptado de *Sociedades indgenas*,
Alcida Rita Ramos, tica.
<R->

Para saber mais dos Sanum veja a pgina 106.

<15>
<R+>
 2. Imagine que voc nasceu em uma aldeia dos ndios Sanum e seu pai saiu para caar.
  Que animal voc gostaria que ele apanhasse para nomear voc? 
  Escreva no caderno o nome do animal e suas qualidades.
 3. Por que voc escolheu esse animal? O que voc conhece a respeito dos hbitos dele? Registre as respostas no caderno.

 _`[{foto mostrando um mico na cabea de um menino do povo Guaj_`]
<R->

<R+>
Para saber mais dos Guaj, veja a pgina 103.
<R->

  Procure no *Glossrio* as palavras destacadas.

Fique sabendo...

  Os povos indgenas que vivem no Brasil so diferentes uns dos outros. Eles moram em localidades diferentes, falam lnguas diferentes e tm culturas diversas. Neste livro voc vai conhecer um pouco da vida e dos *costumes* de algumas comunidades indgenas brasileiras.

               ::::::::::::::::::::::::

<16>
Lnguas indgenas

  Voc j sabe que cada nao indgena tem sua prpria lngua. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, muitos povos indgenas j viviam aqui. Os portugueses encontraram tambm plantas, frutas, lugares e animais desconhecidos na Europa. Os ndios ento ensinaram aos portugueses os nomes que davam a todas essas coisas. Esses nomes passaram a ser muito usados pelos portugueses.  por isso que h tantas palavras indgenas na lngua portuguesa.

<R+>
 1. Leia as palavras abaixo. Elas so de origem indgena.
<R->
<F->
 amendoim      _ Jaci
 Araci        _ jararaca
 arara         _ Manaus
 caju          _ mandioca 
 Cuib        _ milho
 cupuau       _ Paran
 Gois        _ piranha
 Ganabara     _ tamandu
 Ipanema      _ tatu
 Ipiranga     _ tucano
 Itapetininga _ Ubirajara
 jabuti        _ urubu
 jacar        _
<F+>

<R+>
 2. Conte aos colegas quais dessas palavras voc conhece.

 3. Agora voc vai agrupar as palavras de acordo com o que indicam.
 a) Monte um quadro no caderno e o divida da seguinte maneira:
  Animais :o arara, .....
  Vegetais (frutas, gros, etc.) :o caju, .....
  Nome de lugares :o Cuiab
  Nome de pessoas :o Araci
 b) Escreva cada palavra na coluna adequada. Veja o exemplo. Se precisar, pea a ajuda da professora.
<R->
<p>
<17>
Cruzadinha munduruku

<R+>
 1. Veja no quadro abaixo a traduo de algumas palavras na
lngua do povo indgena *Munduruku*:

 Portugus  Munduruku
 ::::::::::: ::::::::::
 amigo ::::: obor
 anta :::::: bio
 banana :::: akoba
 galinha ::: sapokay
 lua ::::::: kaxi
 vento ::::: kabido

 2. Agora, voc vai brincar de adivinha, s que vai responder em munduruku, usando as palavras do quadro. Escreva as respostas no seu caderno. Vamos l?

 O que , o que ?
 a) Fruta muito apreciada pelo macaco.
 b) Mamfero que vive nas matas.
 c) Astro que tem fases chamadas: cheia, minguante, nova e crescente.
 d) Ave domstica que pe ovos.
 e) Aquele por quem sentimos grande carinho.
 f) Ar em movimento.

 3. Troque de caderno com um colega para ver o que ele fez.
<R->

<R+>
Para saber mais dos Munduruku, veja a pgina 104.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<18>
Ser criana

<R+>
 1. Que tal ler um poema?

Infncia

 Chutei bola na chuva,
 Roubei laranja, banana,
 Goiaba e uva,
 Xinguei a professora,
 Apanhei dos mais velhos,
 Bati nos mais novos,
 Quebrei uma dzia de ovos,
 Rachei a cabea,
 Cortei o dedo,
 Tremi de medo,
 Escorreguei na lama,
 Fiz xixi na cama,
 Soltei pipa,
 Esfolei o joelho,
 Criei um coelho,
 Andei no mato,
 Perdi um sapato,
 Pesquei na represa,
 Ganhei um presente,
 Tive dor de dente,
 Ca do muro,
 Chorei no escuro,
 Faltei na escola, descobri um tesouro,
 Sonhei com besouro,
 Libertei um passarinho,
 Fui uma histria em quadrinho.

*Bem-te-vi e outras poesias*, Lalau e Laurabeatriz,
Companhia das Letras.

 2. Pense em sua infncia, nas coisas que voc faz, em seus sonhos, aventuras e molecagens. Se quiser, converse com algum que mora com voc para lembrar mais detalhes.

<19>
 3. Que tal criar um livrinho contando passagens de sua infncia?
 a) Primeiro, faa um rascunho no caderno. Escolha uma ou mais passagens 
marcantes de sua infncia. Pode ser uma viagem, uma brincadeira, uma festa, etc.
 b) Quem vai ler seu livrinho precisa de detalhes.
  Por isso, no se esquea de registrar o nome das pessoas que estavam com voc, o lugar em que se passou a "aventura" e quando ela ocorreu.
 c) Mostre o rascunho  professora.
 d) Passe o texto a limpo em folhas avulsas, montando um livrinho.
 e) Para ficar ainda mais bonito, voc pode fazer desenhos ou colar
fotografias da histria que est contando.
 f) Faa uma capa para seu livro como desejar e escreva o ttulo de sua
obra.
 g) Voc pode grampear, colar, costurar ou dobrar as folhas ao meio e 
amarr-las com um barbante ou pedacinho de l. Se tiver dvidas na 
montagem, pea ajuda a um colega ou  professora.

 4. Com os colegas e a professora, organize uma exposio dos trabalhos da classe. Vocs conhecero um monto de aventuras!
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<20>
No deixe a peteca cair!

  Voc j ouviu essa expresso? Sabe o que ela significa? Troque idias com seus colegas.
  Por falar em peteca, que tal fazer uma para brincar?
  Providencie algumas folhas de jornal, um pedao de barbante ou um elstico. Se quiser, em lugar de jornal use papel crepom colorido. Veja como fazer:

<R+>
 1. Amasse uma folha de jornal, formando uma bola.
 2. Coloque essa bola bem no meio de outra folha de jornal.
 3. Levante a folha de jornal em torno da bola, depois amarre com o barbante ou prenda com o elstico.
 4. Para terminar, recorte o jornal em tiras, imitando penas. Se quiser, pinte sua peteca com guache. Mas espere a tinta secar antes de jogar!
<R->

Voc sabia?.......... 

  Peteca  uma palavra de origem indgena. Veio da palavra *pte ka*, da lngua tupi, nome de um antigo brinquedo indgena feito com palha seca de milho.

               ::::::::::::::::::::::::

<21>
Brincadeiras indgenas

<R+>
_`[{trs fotos mostrando crianas dos povos: Tapirap, Guaj e Kayap_`]
<R->

  Assim como voc, seus colegas e as crianas de todo o mundo, as crianas indgenas tambm gostam de brincar. Elas se divertem com pequenos cestos, arcos e flechas e miniaturas de objetos usados pelos adultos, como barquinhos de madeira.
  Brincam tambm com periquitos, macaquinhos e frutos do mato. Fazem apitos, tambores, chocalhos, flautas, mscaras e dobraduras de palha com seus pais. Os meninos fabricam seus brinquedos com madeira ou palha. Gostam de fazer avies e helicpteros, imitando os que sobrevoam suas aldeias. Tambm gostam muito de jogar futebol, subir em rvores, pular, correr, nadar e pescar nos rios.
  As meninas gostam de brincar com bonecas feitas de argila ou de sabugo de milho. Hoje em dia, quando seus pais vo  cidade, elas pedem bonecas de plstico. As meninas Kayap gostam de pintar essas bonecas, fazendo desenhos com tinta de jenipapo, a mesma que suas mes usam para pintar as crianas.

<22>
  Troque idias com os colegas.
<R+>
  Voc conhece alguma das brincadeiras indgenas?
  Voc j fabricou algum brinquedo? Quem lhe ensinou e que material foi utilizado?

Para saber mais dos Tapirap e dos Kayap, veja as pginas 103 e 104. 
<R->

Fique sabendo...

  O jenipapo  um fruto que d um suco de cor azul bem escuro, quase preto, tambm utilizado pelos ndios para pintar o corpo. A pintura com jenipapo pode ser simples e delicada, como a que aparece no rosto dessa menina Kuikuro _`[{foto no livro em tinta_`].
  O urucum  um fruto que fornece tinta vermelha. Tambm  usado pelos ndios na pintura corporal, como podemos ver no rosto da menina Yanomami ao lado _`[{foto no livro em tinta_`]. O urucum serve ainda para proteger a pele dos raios de Sol e das picadas de mosquitos.
  A tinta de urucum  usada tambm na *indstria*, para colorir manteiga, margarina, queijos e outros alimentos.

<R+>
Para saber mais dos Kuikuro e dos Yanomami, veja nas pginas 104 e 106.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<23>
Crescendo na aldeia

  Nas pginas 34 e 35 voc conheceu crianas que pertencem a diferentes grupos indgenas.
  Apesar de as comunidades indgenas serem diferentes, na maioria delas a vida das crianas  muito parecida.

<R+>
 1. Com a professora e os colegas, leia o texto para saber mais a respeito da vida das crianas indgenas.
<R->

  Como em todo lugar, as crianas ndias tm seu pequeno mundo. Brincam com animais de estimao, como o quati, o macaco e o jabuti. Gostam de imitar os adultos nos afazeres cotidianos. Conversam, cantam, danam, sobem em rvores, fazem de conta que so bichos, pulam no rio, nadam, correm e brincam na chuva. As crianas indgenas so criadas com muita liberdade.
  Embora os pais sejam os responsveis mais diretos pela criao dos filhos, tios, tias, avs, avs e irmos mais velhos participam ativamente desse processo.
  As crianas, quando pequenas, sempre acompanham os adultos em suas idas e vindas pelo territrio: ir  roa, pescar, sair para visitar outra aldeia. Nessas caminhadas as crianas vo conhecendo melhor a natureza e os hbitos dos animais, a utilidade das plantas e as tcnicas para conseguir alimentos. Aprendem tambm cantos e histrias que so contadas pelos mais velhos.

<R+>
Texto adaptado de *ndios do Brasil.
 Alteridade-diversidade-dilogo cultural*.
 Secretaria Municipal de Cultura, So Paulo.
<R->

<24>
<R+>
 2. Converse com seus colegas e sua professora a respeito do texto que voc leu. Procure discutir as semelhanas e as diferenas entre a sua vida e a das crianas indgenas.
 3. Quatis, macaquinhos, jabutis e periquitos so alguns dos animais de estimao das crianas indgenas. Qual desses bichos voc conhece? Comente com os colegas.

 4. E voc, tambm tem um bichinho de estimao?
Conte aos seus colegas:
 a) Que animal voc tem?
 b) Qual o nome dele?
 c) De que voc mais gosta nele?

 5. No seu caderno, faa um desenho do seu animal de estimao e escreva o nome dele. Se voc no tem um, no h problema. Pense em um bicho que gostaria de ter e desenhe-o. No se esquea de escolher um nome para ele. Depois, mostre seu desenho aos colegas.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<p>
Voc sabia?..........

  O quati  um mamfero encontrado em quase todo o Brasil. Ele vive em rvores e se alimenta de frutos, sementes, insetos, ovos e pequenos pssaros. Seu rabo  comprido e listrado, o focinho  pontudo. Voc j viu um quati?

               ::::::::::::::::::::::::

<25>
A famlia de cada um

  A famlia  o primeiro grupo de convivncia dos seres humanos. Mas ser que todas as famlias so iguais?
  Nas prximas atividades voc vai conhecer melhor a sua famlia e a de seus colegas. Vai ficar sabendo tambm como se organizam as famlias de algumas comunidades indgenas que vivem no Brasil.

<R+>
 1. Com a professora e os colegas voc vai construir bonecos de argila para representar sua famlia. 
 a) Pense nas pessoas que moram em sua casa. Quantas so, como
se chamam, quem so elas (me, pai, tia, av, padrasto, etc.).
 b) Faa um boneco para representar cada pessoa. Procure faz-lo bem 
parecido com a pessoa representada.
 c) Depois deixe secar at a argila endurecer.
 d) Quando os bonecos estiverem bem secos, pinte-os com guache.

 2. Quando sua "famlia" estiver pronta, identifique cada boneco.
 a) Pegue uma folha de papel sulfite e corte-a em tiras. Voc vai precisar  
de uma tira de papel para cada boneco.
 b) Escreva na tira de papel o nome da pessoa que o boneco
representa e quem ela .
 c) Organize sua famlia, identificando cada boneco com a tira de papel.

 3. Mostre aos colegas a famlia que voc representou e
conte a eles como so as pessoas que moram com voc.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<26>
A mo do artista

<R+>
 1. Observe a reproduo dessas obras de arte que representam famlias.

 _`[{reproduo 1  quadro mostrando um homem, uma mulher e uma menina.
 Legenda: *Famlia*, leo sobre tela de Alberto da Veiga Guignard, 1937.
 Reproduo 2  bonecos de argila, enfileirados, carregando objetos diversos.
 Legenda: *Retirantes*, de Mestre Vitalino_`]

 2. Que materiais voc acha que os artistas utilizaram para representar as famlias? Escreva em seu caderno.
 3. Voc conhece outros materiais usados para pintar ou trabalhar com arte? Converse com seus colegas a respeito disso.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<27>
Famlias de outros tempos

<R+>
 1. Que tal ler um poema?

Antigamente

 Um retrato de tempos antigos 
 me leva por seus corredores:
 as casas eram grandes, 
 com tios, tias, avs.
 Nas cristaleiras os doces dormiam, 
 e gatos de porcelana.
 As mes faziam bordados,
 menino, cuidado,
<p>
 no mistura leite com manga.

 Atrs da casa um rio passava.

*Casas*, Roseana Murray, Formato.

 2. Troque idias com os colegas sobre o poema.
  Ser que os doces dormiam mesmo na prateleira? Na sua opinio, o que 
isso quer dizer?
  Voc j viu um gato de porcelana?
  Voc mistura leite com manga?
  Existe algum alimento que voc no mistura com outros em suas 
refeies? Por qu?
  A casa descrita no poema  parecida com a sua?
  Voc j esteve em alguma casa antiga? Quais diferenas voc observou 
entre essa casa antiga e uma casa construda atualmente?
  Voc sabe o que  uma cristaleira?
  Voc conhece algum que faz bordados?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<28>
Vivendo com os parentes

  Voc conheceu as famlias de seus colegas e deve ter notado que nem todas so iguais. H famlias formadas pela me e seus filhos. Outras so constitudas por um homem, uma mulher e seus filhos. Existem aquelas em que os pais no moram juntos. s vezes o av, a av, uma tia ou um amigo moram com a famlia. Como voc viu, existem muitos e muitos jeitos de viver em famlia.

<R+>
Desenho feito por Felipe de Andrade Berlinck, aluno da 2 srie (8 anos)

_`[{o desenho mostra os membros da famlia de felipe, todos identificados: minha av Edi, meu av Rubens, eu, minha me, meu primo, meu pai_`]

 1. No caderno, desenhe a famlia que mora na sua casa. Escreva alguma coisa sobre cada pessoa que voc representou: nome, quem ela , de que ela gosta, o que vocs costumam fazer juntos, o que voc mais admira nessa pessoa, etc. Mostre seu desenho aos colegas e  professora
e leia suas anotaes para eles.
<29>
 2. Como ser que as famlias se organizam nos diferentes grupos indgenas? Para saber mais sobre o assunto, leia os textos com os colegas e a professora.
<R->

  Entre os Waipi, cada casa  ocupada por uma famlia de 5 a 7 pessoas. Este nmero pode aumentar com o casamento das filhas, pois o jovem casal mora por um tempo na casa dos pais da moa. Aps o nascimento do primeiro filho, o casal passa a morar numa casa vizinha  casa dos pais da moa.
  Entre os Yawalapiti, uma casa  habitada por um grupo de parentes: irmos ou primos com suas mulheres, filhos e netos. Quando uma filha se casa, fica vivendo com o marido na casa dos pais at o nascimento do primeiro filho. Depois, vai morar na casa da famlia do marido.
  No Parque Nacional do Xingu vivem cerca de 4 mil ndios de 15 grupos diferentes. Em muitas habitaes, vivem famlias de at 40 pessoas: filhos, genros, noras, netos moram juntos na *maloca* do patriarca.

<R+>
Textos elaborados para fins didticos.
<R->

<R+>
Para saber mais dos Waipi, dos Yawalapiti e do Parque Nacional do Xingu, veja as pginas 105 e 106.

 3. Agora converse com os colegas:
  A famlia de algum da classe  parecida com alguma das famlias
indgenas descritas nos textos?
  Se voc fosse passar um tempo entre os indgenas, com
qual dessas famlias gostaria de ficar? Por qu?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<30>
Para terminar

  Neste captulo, voc aprendeu muitas coisas novas. Conheceu melhor a sua famlia e a de seus colegas e viu que muitas comunidades indgenas diferentes vivem no Brasil.
  Agora, para terminar, que tal brincar um pouco? Voc e seus colegas podem fazer belos recortes e enfeitar a sala de aula. Veja as dicas.

<R+>
 Voc vai precisar de:
  folhas quadradas coloridas;
  tesoura de pontas arredondadas;
  barbante ou linha.
<R->

<R+>
 1. Se a sua folha no for quadrada, dobre uma das pontas, como mostra a figura (no livro em tinta).
 2. Corte a parte que sobrou hachurada na figura (no livro em tinta)  e pronto!
  Voc tem uma folha quadrada.
 3. Agora, dobre o tringulo mais uma vez.
 4. Com a tesoura, faa uns picotes na folha, do jeito que quiser.
 5. Abra e veja as formas que aparecem.
 6. Com a ajuda da professora, vocs podem pendurar todos os recortes no barbante ou na linha e fazer um varal.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
<31>
<p>
<R+>
Captulo 2  Moradias e modos de vida

_`[{quatro fotos mostrando diferentes tipos de moradias: casebre de madeira; oca; prdio de apartamentos; casas de tijolos sem revestimento_`]
<R->

  Os grupos humanos constroem e utilizam diferentes tipos de moradia. Observe as fotos acima. Alguma das habitaes  parecida com a sua?
  Seja qual for o tipo de sua casa, ela  um lugar importante
para voce. Alm de ser seu abrigo, sua casa  o espao de
convivncia de seu grupo familiar.
  Agora voc vai saber mais de sua casa e da casa de seus colegas. Voc tambm vai conhecer os diferentes jeitos de morar de alguns grupos indgenas que vivem no Brasil.

               ::::::::::::::::::::::::

<32>
Casas!

<R+>
 1. Com os colegas e a professora, leia o poema abaixo.

Joo-de-barro

 Alguns bichos tm casas 
 muito interessantes. 
 Formigas, abelhas 
 podem dar ao homem 
 lies de arquitetura.

 E com que finura
 a aranha tece sua teia,
 o marimbondo constri sua casa,
 o bicho-da-seda o seu casulo.

 Mas sou apaixonada mesmo 
  pela casa redonda 
 do joo-de-barro.

 Talvez porque sempre 
 quisesse morar em rvore, 
 morar assim pendurada.

 L dentro da casa,
 o joo-de-barro e sua namorada 
 fazem planos para o futuro.

 Daqui de fora eu escuto:
 ti ti ti ti ti ti ti ti

*Casas*, Roseana Murray, Formato.

 2. Responda no caderno.
 a) Voc conhece alguma casa de bicho? Qual? 
 b) Como so as casas dos bichos citados no poema?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<33>
A casa onde voc mora

  Provavelmente voc conhece bem o lugar onde mora. Mas ser que j notou todos os detalhes?

<R+>
 1. Observe o lado de fora da casa ou do prdio onde voc
mora. Preste ateno:
  na forma e no tamanho;
  na cor das paredes, janelas e portas;
  na forma do telhado;
  nos materiais utilizados na construao.

 2. Agora desenhe no caderno a fachada de sua casa com todos os detalhes que voc observou.

<F->
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  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 3. Responda no caderno:
 a) Onde fica sua casa? Escreva seu endereo.
 b) H quanto tempo voc mora nesse lugar?
 c) Quantas pessoas moram na casa com voc?
 d) Que materiais foram utilizados na construo de sua casa? 
  Faa uma lista com pelo menos cinco materiais diferentes.

 4. Mostre seu desenho aos colegas e leia suas respostas para eles.
<p>
 5. Converse com os colegas a respeito das moradias da classe. Depois responda no caderno:
 a) O que  igual ou parecido entre as moradias dos alunos da classe?
 b) O que  diferente entre elas?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<34>
Fazendo uma planta

  Ao observar com ateno uma casa, voc pode descobrir muita coisa a respeito dos moradores e do modo como vivem.

<R+>
 1. Veja como a Carolina representou a casa dela.

 Carolina Machado Borges, 2 srie, 8 anos

_`[{desenho da planta de uma casa, com um smbolo para cada cmodo, identificado na legenda: quarto, banheiro, cozinha, sala, casa de cachorro_`]

 2. Agora  com voc! Pense em como  sua casa:
  Quantos cmodos ela tem?
  Em qual cmodo sua famlia faz as refeies?
  Quais so e como esto dispostos os mveis e objetos nos cmodos?

 3. Agora, no seu caderno, faa uma planta da casa onde voc mora. Desenhe os cmodos como se eles estivessem sendo vistos do alto e de cima para baixo. Depois invente
smbolos para identific-los, como fez a Carolina.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<35>
 4. Faa uma *legenda* com os smbolos que voc criou.
 5. Escreva quem utiliza cada cmodo e de que maneira.
<p>
 6. Mostre a planta que voc fez aos colegas. Em seguida,
troque idias com eles sobre:
  o nmero de pessoas que moram numa mesma casa;
  os espaos utilizados por todos da casa;
  os espaos utilizados apenas por algumas pessoas da casa.

 7. Discuta agora com seus colegas: se a sua casa no fosse dividida em cmodos, a convivncia entre as pessoas de sua famlia seria diferente?
<R->

Fique sabendo...

  Para construir paredes de taipa, primeiro se faz uma espcie de estrutura com varas cruzadas. Depois, joga-se terra molhada sobre a estrutura e alisa-se com as mos. Quando o barro seca, a parede est pronta. As casas de taipa de mo so tambm chamadas de casas de pau-a-pique. O barbeiro, percevejo que transmite a doena de Chagas, gosta de se esconder nas frestas desse tipo de casa. Para evitar que isso acontea,  necessrio desinfetar as casas.

               ::::::::::::::::::::::::

<36>
Habitaes indgenas

<R+>
_`[{desenho feito por um ndio Tapirap, mostrando uma aldeia indgena_`]

 1. Com a professora e os colegas, leia o texto abaixo.
<R->

  Os ndios so bons conhecedores da natureza que os rodeia. Por isso, retiram dela a maioria dos materiais usados na construo de suas habitaes: madeiras, tiras de cip, palhas de vrios tipos de palmeira, como o babau.
  Todo ndio sabe fazer sua casa sozinho. Mas  comum se reunir com outros ndios de sua comunidade para faz-la, pois esse momento tem um significado muito importante para todos eles.

<R+>
Texto adaptado de *Precisamos de um cho  Depoimentos indgenas*. Coordenao de Elizabeth Aracy, Rondon Amarante, Vernica Nizzoli,
Edies Loyola.
<R->

<R+>
 2. Agora forme um grupo para discutir sobre:
  os materiais utilizados pelos ndios na construo de suas casas;
  onde esses materiais so encontrados;
 o quem constri as habitaes indgenas.

<37> 
 3. Com a professora e os colegas, leia o texto e observe a imagem.

 _`[{desenho mostrando uma moradia indgena em construo. Legenda a seguir_`]
  Ilustrao feita pelo xavante Joo Lucas 
 wa'u para o livro *Dar idz'uhu watsu'u  A histria da aldeia Abelhinha*, de Lucas Ruri' e Helena 
 Stilene de Biase, Master Book.
<R->

  Esta imagem representa a construo da aldeia xavante de Idz'uhu, ou Abelhinha, no estado de Mato Grosso. As moradias so feitas de madeira e inteiramente cobertas com palha. Para o povo Xavante, as formas circulares simbolizam a coletividade. Por isso as casas so redondas e a aldeia tambm tem forma arredondada.

<R+>
Para saber mais dos Xavante, veja a pgina 105.
<R->

<R+>
 4. Converse com seus colegas e sua professora:
  Os espaos que voc utiliza em seu dia-a-dia so circulares,
retangulares ou quadrados?
  Voc acha que a forma de um lugar (arredondado, quadrado, etc.)
tem relao com o modo de vida das pessoas que moram nele?

 5. Como seria morar em uma casa redonda? Imagine se todos os cmodos de sua casa fossem circulares. 
Como eles seriam? Em uma folha de papel sulfite, desenhe a casa que voc imaginou. Depois, mostre seu desenho aos colegas e 
professora e veja o que eles fizeram.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<38>
A casa dos Karaj

  Voc j sabe que as comunidades indgenas so diferentes
entre si. Agora vai conhecer como  a moradia dos Karaj.
  -- Com a professora e os colegas, observe a foto _`[{no transcrita_`] e leia o texto.
  
  Na casa dos Karaj geralmente mora uma famlia formada por um casal mais velho, seus filhos e filhas solteiras, suas filhas casadas e netos. As casas so retangulares ou quadradas. O telhado  feito com madeiras recobertas com palha de babau. As paredes so de palha ou taipa de mo. No existem instalaes sanitrias, janelas e divises internas.
  Na casa dos Karaj o espao  dividido apenas com esteiras que delimitam o lugar que cada famlia ocupa para dormir. Algumas casas tm a cozinha num pequeno puxado onde, no cho, fica a fogueira para cozinhar.
  Os Karaj costumam construir suas casas na beira dos rios. 

Texto elaborado para fins didticos.

<R+>
Para saber mais dos Karaj, veja a pgina 103.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::
<39>
A casa dos Yanomami

  Voc viu como os Karaj vivem em suas habitaes, de que elas so feitas, como os espaos so utilizados.
  Agora vai aprender a respeito das moradias dos Yanomami, outra comunidade indgena que vive no Brasil.
  -- Com a professora e os colegas, leia o texto e observe a foto com ateno.

<R+>
_`[{foto area mostrando um *shabono*, no meio da mata_`]
<R->

  Os ndios Yanomami de Roraima vivem em casas enormes, chamadas por eles de *shabono*. As habitaes ficam no meio da mata. Elas abrigam todos os membros de uma mesma comunidade, que pode ter 30, 35, 80 ou at 180 pessoas aparentadas. Por isso elas so, ao mesmo tempo, as prprias aldeias.
  O *shabono* tem a forma circular com uma abertura no centro. Sua cobertura  feita com folhas de palmeira. Na parte interna, cada famlia ocupa um espao onde instala suas redes e sua fogueira para cozinhar.

<R+>
Texto elaborado para fins didticos.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<40>
Comparando os jeitos de morar

<R+>
 1. Com a professora e os colegas, compare o seu jeito de morar com o das comunidades indgenas que voc estudou.
 a) Releia as atividades que voc fez nas pginas 53 a 55.
 b) Observe novamente as fotos das pginas 59 e 61.
 c) Faa no caderno um quadro como o que a professora ir montar.
 d) Em seguida, complete cada coluna do quadro de acordo com o roteiro abaixo.
  Quem mora?
  Qual  a forma e o tamanho?
  Qual o material do telhado?
  Qual o material das paredes?
  Como  dividida?
  Onde as pessoas dormem? Como dormem?
  Onde se prepara a comida? Como  preparada?
  Existem mveis? Quais?
  Existem objetos? Quais?
  Onde fica?

 2. Agora converse com os colegas sobre a atividade. Anote
no caderno.
 a) O que mais chamou sua ateno nas moradias indgenas?
 b) Quais so as principais diferenas entre a casa onde voc mora e as casas indgenas?
 c) Voc conhece outras formas de morar? Quais?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<41>
<R+>
Diferentes modos de vida
<R->

  Voc viu que h diferentes moradias. Em uma mesma casa, as pessoas realizam diferentes tarefas. E na sua casa, como  o dia-a-dia?

<R+>
 1. Preste ateno na rotina de sua casa. Anote no caderno quem faz cada tarefa. Veja uma sugesto de roteiro. Se
quiser, anote outras perguntas.
  Quem compra os mantimentos?
  Quem prepara a comida?
  Quem faz a faxina?
  Quem cuida das crianas?
  Quem sai para trabalhar fora?
  Quem lava e passa a roupa?
  Quem lava a loua?
  Se existem animais na casa, quem cuida deles?
  Quem paga as contas (gua, luz, telefone, etc.)?
  Quem faz pequenos consertos em casa (trocar lmpada, arrumar o 
chuveiro, etc.)?
  Quem leva as crianas ao mdico ou ao *posto de sade*?
 
 2. Forme um grupo com seus colegas.
 a) Vejam como Ana comeou a organizar o levantamento que fez:
 Tarefas das  Tarefas dos 
 crianas      adolescentes
 :::::::::     ::::::::::::
 o guardar os o tirar o lixo
  brinquedos  o arrumar a cama

 Tarefas dos 
 adultos
 :::::::::::::
 o fazer compras
 o trabalhar fora de casa

 b) No caderno, faam um quadro igual ao de Ana. Cada um organiza 
as informaes que obteve escrevendo as tarefas na coluna
correspondente.

<42>
 3. Com seu grupo, observe o quadro que vocs fizeram
no caderno. Em seguida, respondam:
  Quais tarefas so feitas por meninas e por mulheres?
  Quais tarefas so feitas por meninos e por homens?
  Quais so feitas por pessoas de ambos os sexos?

 4. Agora, com seu grupo, complete os quadros organizados por vocs. Para isso siga estas instrues:
 a) Faa uma bolinha vermelha ao lado das tarefas feitas por mulheres e por meninas.
 b) Faa uma bolinha verde ao lado das tarefas feitas por homens e por meninos.
 c) Faa uma bolinha azul ao lado das tarefas feitas por pessoas de ambos os sexos.

 5. Com os companheiros de grupo, ajude a professora a montar na lousa o quadro da classe.

 6. Observando o quadro da classe, troque idias com os
colegas a respeito das tarefas domsticas:
  Como voc participa do dia-a-dia de sua casa?
  Qual  a participao de cada um dos moradores na rotina de sua casa?
  Como as tarefas so divididas entre homens e mulheres?
  Qual sua opinio a respeito da diviso de tarefas em sua casa?
<R->

Pense no assunto..........                                        

  Muitas mulheres trabalham fora e quando voltam para casa ainda precisam preparar a comida, lavar a roupa, fazer faxina, cuidar dos filhos. Voc acha que somente as mulheres devem cuidar dessas tarefas? E os homens, como participam da histria?

               ::::::::::::::::::::::::

<43>
<p>
<R+>
O dia-a-dia de algumas comunidades indgenas
<R->

<R+>
_`[{seis fotos com as legendas a seguir_`]
 Foto 1: Enquanto trabalha, esta mulher do povo Tapirap cuida do neto.
 Foto 2: Tocar instrumentos musicais faz parte do dia-a-dia dos Metuktire.
 Foto 3: Tranar fios de palha  uma das atividades cotidianas dos Av-Canoeiro.
<44>
 Foto 4: Entre os Kaingang, plantar  tarefa da famlia.
 Foto 5: A preparao de festas e *rituais*  parte importante da vida das comunidades indgenas.
 Foto 6: No dia-a-dia dos Guaj, o pai tambm cuida dos filhos.
<R->

<R+>
Para saber mais dos Metuktire, dos Av-Canoeiro e dos Kaingang, veja as pginas 102, 103 e 104.
<R->
<45>
Comparando

  Como voc viu, o dia-a-dia em diferentes grupos indgenas inclui atividades como plantar, tecer, cuidar das crianas, preparar uma festa. Trabalhar e se divertir no so atividades separadas. Todo dia  dia para fazer de tudo.

<R+>
 1. Pense agora no dia-a-dia de sua famlia. Converse com seus colegas:
  Voc tem horrio para fazer suas tarefas?
  Em sua casa existe um horrio s para se divertir?
  Quem trabalha fora de casa tambm toma conta das crianas?
  Todos trabalham fora diariamente?

 2. Consulte o quadro de tarefas que voc fez na pgina 65. Agora responda no caderno:
  As atividades realizadas em sua casa so parecidas ou diferentes das 
que aparecem nas fotos dos grupos indgenas? Explique sua resposta.

 3. Observe novamente as fotos da pgina 68. Com um colega, escolha uma delas. Vocs iro escrever no caderno um pequeno texto sobre o dia-a-dia entre os indgenas. Antes de escrever, procurem conversar sobre:
  o que mostra a fotografia;
  o grupo indgena a que as pessoas pertencem;
  onde vivem.

 4. Consultem o final do livro para obter informaes. No se esqueam de dar um ttulo ao texto. Depois, leiam para os colegas e para a professora.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<46>
<p>
Presentes da natureza

<R+>
 1. Leia o texto com a professora e os colegas.
<R->

Supermercado da selva

   na floresta que os Arawet se abastecem. Como vivem h milnios na Amaznia, conhecem a mata como ningum.
  [...] Plantas da regio so remdios; penas de pssaros, suas jias; e sementes de plantas, seus enfeites. Caule de palmeira com espinhos  ralador de mandioca. Folhas de palmeiras viram telhado e parede de casas. Dentes de cutia e de paca montados num cabo so ferramentas que, quando afiadas em uma casca de rvore, chegam a cortar madeiras duras como o ip. Folhas dobradas e tranadas transformam-se em sacolas usadas para carregar milho. Certa raiz  usada para deixar os peixes to tontos que so facilmente cercados e apanhados com as mos.
  Do jenipapo extraem tinta preta para pintar a pele e utenslios. Do urucum, tinta vermelha para pintar roupas. Do babau, um leo que, quando aquecido, ajuda a vergar os arcos. De certa espcie de rvore, uma resina de doce perfume, que, misturada ao leite materno, se transforma em ungento cheiroso, que as mulheres Arawet espalham por todo o corpo.

<R+>
Viagens, Rubens Matuck, tica.
<R->

<R+>
Para saber mais dos Arawet, veja a pgina 102.
<R->

<R+>
 2. Forme um grupo com seus colegas.
 a) Leiam novamente o texto, prestando ateno nos materiais que os Arawet retiram da mata e como so utilizados.
<47>
 b) No caderno, faam um quadro como o abaixo.
  Na coluna da esquerda, escrevam o nome de cada material.
  Na coluna da direita, expliquem como  usado. Vejam o exemplo.
<R->

<R+>
 Como os Arawet utilizam utilizam materiais da natureza
<R->

 Materiais  Como so usados
 ::::::::::  ::::::::::::::::
 plantas ::  como remdios

<R+>
 3. Mostrem aos outros grupos o quadro que vocs preencheram.

 4. Agora troque idias com seus colegas de grupo a respeito da atividade que vocs realizaram. Depois, responda no caderno:
  A floresta  importante para as comunidades indgenas? Por qu?

 5. Leia a resposta para a classe e preste ateno no que os outros colegas responderam. As respostas so parecidas ou diferentes?
<R->

Voc sabia?..........

  Cada vez que uma poro da *floresta Amaznica*  destruda, centenas de espcies de animais e de plantas desaparecem para sempre. Muitas e muitas plantas ainda no foram pesquisadas. Entre elas pode haver alguma que contenha substncias para a cura de doenas graves.

               ::::::::::::::::::::::::

<48>
Para terminar

  Voc aprendeu muita coisa a respeito de moradias e modos de vida. Provavelmente voc notou que o modo de viver e de morar muda de um povo para outro e tambm de um lugar para outro.
  Agora voc vai realizar um trabalho em grupo para observar melhor isso tudo.
<p>
<R+>
 1. Forme um grupo com seus colegas. Escolham um tema estudado neste captulo. Vocs podem tratar do trabalho em alguma comunidade indgena, ou da rotina de diferentes famlias, ou da utilizao de materiais na construo de uma casa, por exemplo.
  O tema pode ser aprofundado por vocs de diversas maneiras. Por exemplo:
  Pesquisa em livros ou revistas.
  Criao de um cartaz ou mural com recortes, textos, desenhos, colagens.
  Criao e encenao de uma pea de teatro.
  Criao de uma cano, uma histria ou uma dana.
 o Montagem de uma maquete de uma aldeia indgena.

 2. A professora vai marcar uma data para todos os grupos apresentarem os trabalhos. Vocs podem convidar professores e outras classes para assistirem  apresentao.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
<49>
<p>
<R+>
Captulo 3 -- Escola com arte!
<R->

  Voc viu que as famlias tm diferentes jeitos de morar e de viver. Descobriu que  possvel conhecer um pouco do modo de vida das pessoas estudando as moradias delas. Voc conheceu melhor sua casa, a casa de seus colegas e algumas habitaes indgenas.
  Neste captulo voc vai explorar um outro espao de seu dia-a-dia: a escola. Voc vai ver que o lugar de estudar  tambm lugar de arte, beleza e alegria!

               ::::::::::::::::::::::::

<50>
Arte na escola

  A escola  o lugar onde voc fica parte de seu dia. Nela voc
descobre uma poro de coisas novas, faz amigos, aprende
a respeitar o trabalho dos outros e... tambm faz arte! 
  Que tal comear o captulo fazendo uma atividade gostosa?
 Voc vai precisar de:
<R+>
  folhas de papel sulfite, papel colorido ou revistas velhas;
  tesoura de pontas arredondadas;
  rgua;
  lpis ou caneta;
  cola.

 1. Em uma folha de papel sulfite, faa um quadrado de 20 centmetros.
 2. Com a rgua e o lpis, divida o quadrado de 2 em 2 centmetros, em todos os lados. Depois, ligue as marquinhas, fazendo um quadriculado. Se precisar, pea ajuda a um colega ou  professora. Deixe essa folha separada.
 3. Quadricule outras folhas. Depois, recorte-as nas linhas do quadriculado. Voc vai obter vrios quadradinhos.
 4. Experimente formar figuras com os quadradinhos recortados sobre a folha quadriculada que voc separou. Quando achar que obteve uma forma ou um efeito interessante, cole-os.
 5. Experimente fazer uma forma diferente sobre uma folha de papel em branco. Cole os quadradinhos de papel colorido na posio que quiser.

_`[{pea orientao ao professor para fazer as atividades de 1 a 5_`]

 6. Pronto! Voc acabou de trabalhar com a tcnica do mosaico! Mostre seu trabalho aos colegas e veja o trabalho deles.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<51>
Desenhos decorativos

  H muito tempo as pessoas decoram pisos, paredes, roupas, cestos e at o prprio corpo com desenhos.
<p>
<R+>
 1. Observe a reproduo de alguns desenhos decorativos.

 _`[{os desenhos mostram as ilustraes descritas a seguir_`]
 1  Dois painis onde a artista utilizou a tcnica do mosaico.
  Legenda: Criar mosaicos  uma prtica muito antiga. Trata-se de compor formas usando pedacinhos de ladrilho, madeira, papel, sementes, pedrinhas e outros materiais de cores e texturas variadas.
 2  Quatro representaes de motivos geomtricos dos povos indgenas: Tukano, Kuikuro, Karaj, Metuktire.
  Legenda: Desenhos decorativos esto presentes em adornos, utenslios e pintura corporal de diversos povos indgenas. 

Para saber mais dos Tukano, veja a pgina 105.
<p>
 2. Que tal reproduzir um dos motivos indgenas acima usando a tcnica do mosaico?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<52>
Representando a escola

  Voc viu que a arte serve para deixar os espaos e objetos mais alegres. Mas a arte no serve s para isso. Cada cultura tem uma forma de expressar artisticamente suas crenas, tradies e as coisas do dia-a-dia. Como voc pode usar a arte para representar a escola, seu espao de todo dia? Que tal descobrir?

<R+>
 1. Forme um grupo. Vocs vo precisar de sucata e outros materiais: cartolina, papis coloridos, cola, tesoura de pontas arredondadas, folhas usadas, revistas velhas, barbante, raspas de lpis, rolhas, canudos de plstico, palitos de sorvete e o que mais o grupo quiser.

 2. Discutam antes de comear:
  Que espaos a escola possui? (salas de aula, laboratrio, refeitrio, diretoria, jardim, etc.)
  Que objetos h neles?
  Como esses espaos se comunicam? (janelas, portas, corredores)
  Quais espaos so amplos ou estreitos, quais so iluminados ou escuros?
 
 3. Agora, mos  obra! Utilizem o material que vocs conseguiram para representar a escola de um jeito bem colorido e diferente.
 4. Quando todos os grupos acabarem, a professora vai ajudar a montar uma exposio dos trabalhos artsticos. Cada grupo fala um pouco sobre o material utilizado, os espaos representados e se gostou de realizar a atividade.
<R->

<53>
Desenhando a fachada da escola

  Para representar alguma coisa  preciso, antes de tudo, pensar nela e observ-la. Na atividade do mosaico, voc combinou os recortes at obter uma forma que achou interessante. 
  Ao representar a escola com sucata, seu grupo pensou em todos os espaos que ela possui. E tambm construiu uma imagem desses espaos na cabea, no ?
  Agora, voc e seus colegas vo observar atentamente alguns espaos da escola antes de represent-los. Vamos l?

<R+>
 1. Vamos comear pelo lado de fora. Fique de frente para
o prdio da escola e observe com ateno:
  o tamanho e a forma do prdio;
  o que existe em torno do prdio;
  o porto de entrada, o nmero e a forma das janelas;
  a cor das paredes;
  a forma do telhado;
  o estado de conservao da fachada da escola.
<R->

DESAFIO

  Voc j pensou em quantas pessoas trabalharam na construo do prdio de sua escola? Pense em tudo o que foi feito:
os alicerces, o encanamento, as paredes. a instalao eltrica, a pintura, a colocao de pisos e azulejos. Lembre-se das portas, das janelas. dos vidros, do telhado, do acabamento, dos mveis e dos equipamentos.
  Em seu caderno, faa uma lista das profisses das pessoas que construram o prdio da escola.

<R+>
 2. No caderno, desenhe a fachada da escola com todos os detalhes que voc observou.
 3. Escreva no caderno os elementos que voc observou mas no colocou no desenho.
 4. Que materiais voc observou na fachada da escola? No caderno, faa um quadro e preencha-o com essas informaes. Veja o exemplo abaixo.
 Material: vidro
 Onde foi utilizado: nas janelas

 5. Agora, no caderno, desenhe a fachada da escola como voc gostaria que ela fosse.

 6. Mostre aos colegas e  professora tudo o que voc fez.
Depois, troque idias:
  Todos observaram os mesmos detalhes na fachada da escola?
  Houve algum material citado por um colega que voc no observou?
  As representaes da fachada so parecidas ou diferentes?
  Como  a frente da escola que a maioria da classe imaginou?
<R->
<p>
Voc sabia?.......... 
  
  Nem todas as escolas so iguais. Elas so construdas com os materiais disponveis na regio e de acordo com as necessidades das pessoas. Observe a foto. Como ser que os alunos dessa escola desenhariam a fachada dela?

<R+>
_`[{a foto mostra um barco escolar, nas guas de um rio, no Par_`]
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<55>
<R+>
Representando os espaos com plantas
<R->

  Voc j aprendeu o que  e para que serve uma planta. Que tal aprofundar o assunto?

<R+>
 1. Observe esta planta e leia o texto.

 _`[{planta mostrando os cmodos de uma casa: rea de servio, cozinha, jantar, estar terrao, dormitrio, banho. Legenda a seguir_`]
  Antes de construir uma casa ou um prdio, o engenheiro ou o arquiteto faz uma planta. A planta indica onde e como sero construdas as paredes. Mostra tambm o lugar das portas, janelas e escadas e como o espao ser dividido. Na planta pode-se ver para que serve cada cmodo.

 2. Agora troque idias com os colegas e a professora e anote no caderno.
  Como o engenheiro ou o arquiteto fazem para representar os elementos 
em uma planta? Por qu?

<56>
 3. V ao ptio da escola e escolha algum elemento que seja do seu tamanho ou maior do que voc. Pode ser um bebedouro, um banco, uma rvore... Siga as orientaes:
 a) Fique de frente para o que voc escolheu, a uma distncia de cinco passos. No caderno, faa um desenho do que est vendo.
 b) Imagine que voc est acima do que escolheu para desenhar. Faa o desenho do que observa.
 c) Agora pense que voc est em um helicptero, sobrevoando o ptio da escola. Como voc v o que escolheu para desenhar? Represente no caderno.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 4. Compare os trs desenhos que voc fez. Anote no
caderno:
  Quais so as diferenas entre eles?
  O que aconteceu em cada um?
  O que acontece quando voc se aproxima do que escolheu para desenhar?
  E o que acontece quando voc se afasta?
<p>
 5. O que voc fez  parecido ou diferente do que fazem
o engenheiro e o arquiteto? Por qu? Fale aos colegas e 
professora o que voc pensa.
<R->

Fique sabendo...

  Alguns bichos so verdadeiros arquitetos.  o caso de abelhas, formigas, cupins, certas espcies de pssaros e aranhas. Na imagem ao lado (no livro em tinta), voc v curiosos ninhos de joo-de-barro.

               ::::::::::::::::::::::::

<57>
Fazendo a planta da sala de aula

  Agora que voc "esquentou os motores", que tal fazer de conta que  um engenheiro ou arquiteto?
  Voc e seus colegas foram convidados a fazer a planta da sala de aula. Aceitam o desafio? Ento, mos  obra, pessoal!

<R+>
 1. Forme um grupo. Vocs vo precisar de:
  rolo de barbante;
  folha grande de papel pardo (para desenhar a planta);
  lpis;
  rgua;
  cartolina (para fazer contornos e recortar);
  tesoura de pontas arredondadas;
  cola.

 2. Primeiro observem a forma da sala de aula. Ela  quadrada ou retangular? Anotem no caderno.

 3. Agora vocs vo medir as paredes da sala de aula. Releiam a resposta da atividade 2.
 a) Se vocs responderam que a sala de aula  quadrada, vo precisar medir
s uma das paredes.
 b) Se responderam que a sala  retangular, meam primeiro uma das
paredes maiores e depois uma das menores.
<R->

<58>
Medindo as paredes

<R+>
 1. Para medir a parede, segure uma das pontas do barbante bem junto ao cho em um dos cantos da sala.
 a) Pea a um colega para esticar o barbante at o outro canto.
 b) Quando o barbante estiver esticado ao longo da parede, seu colega deve cort-lo cuidadosamente.
  Pronto! Vocs mediram a parede. O pedao de barbante tem a mesma medida da parede da sala. Agora  preciso reduzir essa medida para representar a parede no papel. Vejam como fazer.

<59>
 2. Dobrem o barbante ao meio, depois dobrem novamente ao meio. Continuem dobrando ao meio at que o barbante dobrado caiba na folha de papel pardo.
 3. Coloquem o barbante dobrado sobre a folha de papel. Usando a rgua, tracem uma linha reta do mesmo tamanho do barbante dobrado.
 4. Agora segurem o barbante dobrado e contem quantos pedacinhos ele tem.
  Escrevam no caderno o nmero de pedacinhos de barbante
que vocs contaram.

<60>
 5. Com seu grupo, complete o contorno da planta da sala de aula.
 a) Tracem com a rgua as outras paredes.
 b) Indiquem na planta de papel pardo a localizao das portas e janelas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Medindo os mveis da sala

<R+>
 1. Para representar os mveis da sala de aula em sua planta, vocs precisam medir e reduzir, como fizeram para as paredes. Agora usem a cartolina.
 a) Com outro pedao de barbante, meam o lado maior da
mesa da professora.
 b) Dobrem o barbante exatamente o mesmo nmero de vezes que usaram para as paredes.
 c) Coloquem o barbante dobrado sobre uma cartolina e
tracem uma linha reta.
 d) Repitam o processo para medir o lado menor da mesa da
professora.
 e) Completem o contorno da mesa da professora na cartolina.
 f) Agora recortem o desenho traado. Colem na planta, na
posio correta.
 
 2. Faam o mesmo para medir e representar as carteiras e os outros mveis da sala. 
<R->

DESAFIO

  A *escala* de um mapa ou de uma planta indica quantas vezes o objeto foi reduzido para ser representado no papel. 
  Qual  a escala da parede que voc desenhou?

               ::::::::::::::::::::::::

<61>
Organizando a legenda

<R+>
 1. Com seus colegas de grupo, organize a legenda da planta da sala de aula.
 a) Faam um quadrado na planta e escrevam: legenda.
 b) Inventem smbolos para os elementos desenhados na planta.
 c) Desenhem os smbolos e escrevam ao lado o que cada um 
representa. Revejam as pginas 53 e 54.
 d) No se esqueam de incluir na legenda a escala da planta. A escala 
corresponde ao nmero de fiozinhos que vocs contaram no barbante
dobrado.

 2. Veja como os outros grupos fizeram a legenda. Mostre a que seu grupo fez.
<R->

Fique sabendo...

  A legenda explica os smbolos ou sinais utilizados em plantas ou em mapas. Para compreender as informaes da planta ou do mapa, voc precisa ler a legenda. Veja alguns smbolos que aparecem em legendas:

<R+>
  trao horizontal, grosso, em vermelho: rodovia pavimentada
  trao horizontal, fino, em vermelho: rodovia no-pavimentada
  linha horizontal, em negro, com pequenos traos perpendiculares  esquerda e  direita: ferrovia
  avio em negro: aeroporto
  navio em negro: porto
  linha horizontal interrompida por dois traos curvos: tnel
  ponto negro no centro de uma circunferncia, crculo branco e crculo negro: cidades
  linha ondulada de traos e pontos intercalados: limites
  retngulo verde: mata
  linhas verticais paralelas com as extremidades afastadas: ponte
  retngulo com cruzes: cemitrio
  estrutura de uma torre metlica: poo de petrleo
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<62>
Escolas indgenas

  Voc aprendeu que os grupos indgenas que vivem no Brasil so diferentes entre si, possuem lnguas e costumes diversos e moram em diferentes localidades.
  Alguns grupos vivem isolados, longe das cidades, e no tm contato com pessoas que no so indgenas.
  Outros grupos vivem em localidades onde existem escolas especiais para crianas e adultos indgenas. Nessas escolas os professores falam portugus e tambm a lngua do grupo indgena.
<p>
<R+>
 1. Observe as fotos e leia os textos.

 _`[{duas fotos com as legendas a seguir_`]
 Foto 1: Escola dos ndios Ticuna no alto do rio Solimes;
 Foto 2: Alunos de escola indgena em aldeia Tapirap.

Para saber mais dos Ticuna, veja a pgina 105.

<63>
_`[{foto mostrando alguns homens observando mercadorias expostas em uma mesa. Tabuletas indicam os preos e os nomes das mercadorias em portugus e na lngua indgena. Relao das mercadorias e legenda a seguir_`]
 Alimentcios
 leo  mokapawa R$=0,90
 bolacha  woraxa R$=0,66
 acar  axoca R$=0,92
 sal  xokyra R$=0,16
  Legenda: ndios Parakan aprendem os nomes de mercadorias em portugus e na lngua indgena. A lngua portuguesa  um instrumento para os povos indgenas. Eles precisam conhec-la para que possam lutar por seus direitos.

 2. Responda no caderno:
  Voc concorda que  importante para os indgenas conhecer a 
lngua portuguesa?

 3. Leia aos colegas e  professora o que voc respondeu.
Qual  a opinio da maioria da classe?
<R->

Fique sabendo...

  O estado do Amazonas foi o primeiro do pas a ter uma escola indgena regulamentada. Sua implantao foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educao em fevereiro de 2001.
  A criao da escola diferenciada  resultado de discusses iniciadas h muito tempo entre lideranas indgenas de diferentes povos, professores universitrios e organizaes no-governamentais.
  A escola diferenciada respeita a diversidade cultural indgena, alm de ser aliada da comunidade na defesa de seus direitos e contribuir para a melhoria da auto-estima dos indgenas.

               ::::::::::::::::::::::::

<64>
Para terminar

 1. Vamos exercitar?

  Simone decidiu fazer a planta de seu quarto. Ela mediu a parede maior com um barbante. Em seguida dobrou o barbante at caber numa folha de papel. Observe o desenho feito por ela:

<R+>
 Legenda:
   janela
 C  cama
 M  mesinha
 G  guarda-roupa
 ppppp  porta
 o:::::  escala
 o   marcas vermelhas da escala
<R->

<F->
pccccccccccccccccccc
l                     pccc _
l             pccc   l   _ _
l             lM _   lG _ _
l             v---#   l   _ _
lpcccccccccc         l   _ _
llC        _         l   _ _
lv----------#         l   _ _
l                     v---# _
v---------------ppppp-------#
o:::::::::::::::::::::::::::
<F+>

<R+>
 2. Descubra o tamanho do quarto de Simone! 
  Pegue um rolo de barbante. Coloque a ponta do barbante sobre a
escala, em uma das marcas vermelhas. Estique o barbante at a outra 
marca e segure com o dedo. Estique de novo at o outro lado. 
Continue dobrando de um lado para o outro at obter 14 pedacinhos. 
Esse foi o nmero obtido por Simone. Corte o barbante, depois 
desdobre-o. Ele agora tem o tamanho da parede maior do quarto de 
Simone. Essa parede  maior ou menor que uma das maiores paredes 
de seu quarto? Que tal fazer a experincia?
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<122>
<p>
Para saber mais

          Povos indgenas citados neste livro

<R+>
 Regio Norte: Arawet; Kayap; Parakan; Munduruku; Ticuna; Tukano; Waipi; Yanomami (Sanum).
 Regies Norte/Nordeste: Av-Canoeiro, Karaj, Tapirap.
 Regies Norte/Centro-Oeste: Kamayur, Kuikuro, Metuktire, Yawalapiti.
 Regio Nordeste: Guaj.
 Regio Centro-Oeste: Xavante.
 Regies Sul/Sudeste: Kaingang.
<R->

<123>
<R+>
  Arawet (pg. 71) -- Povo indgena que vive nas margens do *igarap* Ipixuna, *afluente* do rio Xingu, no estado do Par. Uma de suas festas mais tradicionais  comemorada com carne de jabuti.
  Av-Canoeiro (pg. 68) -- Povo indgena que vive no parque do Araguaia, na ilha do Bananal, estado de Tocantins.
  Guaj (pg. 24) -- Povo indgena que vive em extensas reas no estado do Maranho. Homens e mulheres usam o cabelo cortado em forma de cuia.
  Kaingang (pg. 68) -- Povo indgena que vive em vrias localidades nos estados de So Paulo, Paran, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. So tambm conhecidos como Coroados.
  Karaj (pg. 59) -- Povo indgena que vive nas margens do rio Araguaia, nos estados de Tocantins, Mato Grosso e Par. Fabricam e vendem bonecas de cermica.
  Kayap (pg. 33) -- Povo indgena que vive nas margens do rio Xingu, nos estados do Par e Mato Grosso. Os Kayap incluem 14 grupos, entre eles os Kayap-Xikrin e os Metuktire.
  Kuikuro (pg. 34) -- Povo indgena que vive no alto do rio Xingu, no Parque Nacional do Xingu, no estado de Mato Grosso. Confeccionam colares e cintos com caramujos.
  Metuktire (pg. 68) -- Povo indgena que vive ao norte do Parque Nacional do Xingu, no estado de Mato Grosso. So tambm conhecidos como 
  Txucahame.
  Munduruku (pg. 27) -- Povo indgena que vive na regio dos rios Tapajs e Madeira, nos estados do Par e do Amazonas. No passado foram bravos guerreiros.
  Parakan (pg. 11) -- Povo indgena que vive na regio dos rios Tocantins e Xingu, no estado do Par. Autodenominam-se Awaret. O nome Parakan foi dado por outro grupo indgena.
  Sanum (pg. 22) -- Outro nome de Yanomami.
  Tapirap (pg. 33) -- Povo indgena que vive na foz do rio Tapirap, em Mato Grosso. Aps o contato com os que no so ndios, sofreram vrias epidemias e a populao ficou bastante reduzida.
  Ticuna (pg. 97) -- Povo indgena que vive nas margens do rio Solimes, no estado do Amazonas, e no Peru.  o maior grupo indgena da Amaznia brasileira. So chamados tambm de Tucuna.
  Tukano (pg. 80) -- Povo indgena que vive nas margens de rios, ao norte do rio Japur, no estado do Amazona.  comum entre os Tukano falar mais de uma lngua indgena e tambm o portugus.
  Waipi (pg. 45) -- Povo indgena que vive em florestas na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. No Brasil, vivem no estado do Amap. Realizam grandes festas para comemorar ciclos da natureza.
  Xavante (pg. 58) -- Povo indgena que vive em aldeias distribudas em sete reas indgenas no estado de Mato Grosso. As aldeias possuem a forma de um crculo com uma abertura para um rio, onde os ndios tomam banho e recolhem gua.
  Yanomami (pg. 35) -- Povo indgena que vive nas florestas das serras Parima e Pacaraima, ao norte do estado do Amazonas, no estado de Roraima e na Venezuela. Com o anncio de que existiam metais preciosos na regio, milhares de garimpeiros foram para l. Os garimpeiros levaram doenas e prejudicaram a caa e a pesca dos ndios. So chamados tambm de Sanum.
  Yawalapiti (pg. 46) -- Povo indgena que vive em Mato Grosso, no Parque Nacional do Xingu.
<125>
  Parque Nacional do Xingu (pg. 46) -- Reserva indgena localizada no estado de Mato Grosso, na regio do rio Xingu. Foi criada pelo governo federal em 1961. Os irmos Cludio e Orlando Vilas Boas foram seus dirigentes. O parque abriga cerca de 4 mil ndios pertencentes a diferentes povos, como Kuikuro, Kamayur, 
  Yawalapiti e Metuktire, entre outros.
  Irmos Vilas Boas -- Orlando, Cludio, Leonardo e lvaro Vilas Boas trabalharam muito para a proteo e o conhecimento dos ndios do Brasil. Chefiando uma expedio at a serra do Roncador, no estado de Mato Grosso, Orlando ajudou a criar o Parque Nacional do Xingu. Foi tambm administrador do parque por 7 anos. Os irmos Vilas Boas foram os primeiros no-ndios a fazer contato com vrias naes indgenas, como os Xikrin e os 
  Metuktire.
  Funai -- Sigla da Fundao Nacional do ndio.  um rgo do governo federal e foi criado em 1967. Participa do processo de demarcao das terras indgenas.

               ::::::::::::::::::::::::

<128>
<p>
Glossrio

<R+>
-- A           
 AFLUENTE (pg.102) -- Curso de gua que desgua em outro.
  [Os rios Xingu, Tapajs, Purus e Madeira so afluentes do rio Amazonas.]

-- C
 COLETA SELETIVA (pg. 199) -- Separao do material existente no lixo em categorias: plstico, vidro, alumnio, papel e lixo orgnico (restos de alimentos, papel higinico usado, etc.).
  [A coleta seletiva facilita o envio dos materiais para a reciclagem.]
 COMRCIO (pg. 126) -- Atividade de compra e venda de mercadorias: roupas, brinquedos, livros, automveis, etc.
  [Supermercados, lojas e quitandas so lugares onde o comrcio  praticado.]
 CONTINENTE (pg. 140) -- Grande massa de terra cercada pelas guas ocenicas.
  [H seis continentes na Terra: Amrica, Europa, Asia, Africa, Oceania e Antrtida. O Brasil est localizado no continente americano.]
 COSTUME (pg. 24) -- Hbito ou procedimento comum de um povo, de uma pessoa ou de uma comunidade.
  [Entre os ndios Kayap  costume utilizar a pintura corporal no dia-a-dia e enfeites feitos com penas durante as cerimnias.]

-- D
 DEJETO INDUSTRIAL (pg. 193) -- Conjunto de restos de uma indstria aps a fabricao ou a transformao de algum material.
  [Na extrao do acar  utilizada a cana-de-acar. Aps seu aproveitamento, forma-se um dejeto industrial,
<129>
o bagao da cana, que no tem mais utilidade para a indstria e precisa ser descartado.]

-- E
 ESCALA (pg. 93)  -- Relao existente entre as medidas de um mapa e as medidas reais do que ele representa.

Brasil  Diviso poltica

_`[{desenho do mapa do Brasil na escala 1 cm -- 680 km_`]

  [Observe o mapa acima. Sabemos que
o Brasil no  desse tamanho; ele  muito maior. O mapa  uma reduo do tamanho verdadeiro do Brasil. A escala  usada para indicar quantas vezes o tamanho do Brasil foi reduzido para ser representado na folha.]
<p>
 EXTINO (pg. 193) -- Destruio, extermnio. 
  [O mico-leo-dourado  um dos animais brasileiros ameaados de extino. Se a espcie no for preservada, pode desaparecer para sempre.]

-- F
 FAUNA (pg. 194) -- Conjunto de animais tpicos de um lugar.
  [A ona-pintada, o gamb e a sucuri so exemplos de animais da fauna brasileira.]
 FLORESTA AMAZNICA (pg. 74) -- Vegetao tpica de clima quente e muito mido que cobre quase toda a regio Norte, estendendo-se tambm por outros pases vizinhos ao Brasil, como Peru, Bolvia e Venezuela.  a floresta que possui a maior quantidade e variedade de rvores do planeta.
  [O macaco-aranha, o quati e a jaguatirica fazem parte da fauna da floresta Amaznica.]
 FOZ (pg. 104) -- Ponto onde um rio desemboca. 
  [A ilha de Maraj, no estado do Par, est localizada na foz do rio Amazonas.]

<130>
-- I
 IGARAP (pg. 102) -- Riacho navegvel que entra pela floresta.
  [H muitos peixes nas guas dos igaraps.]
 IMPOSTO (pg. 128) -- Dinheiro que as pessoas e as empresas pagam aos governos para cobrir os custos do seu funcionamento e da construo de obras.
  [Com o dinheiro dos impostos, o governo deve investir em educao, sade, estradas, coleta de lixo, segurana, etc.]
 INDSTRIA (pg. 35) -- Conjunto de atividades que envolvem a elaborao de produtos.
  [Na indstria txtil, o algodo  transformado em fios. Os fios so transformados em tecidos, que sero utilizados na confeco de roupas.]

-- L
 LEGENDA (pg. 54) -- Texto explicativo que acompanha uma pintura, uma foto, um mapa, etc.
  [Nos mapas, a legenda explica o que significam as cores e os smbolos usados.]

-- M
 MALOCA (pg. 46) -- Moradia construda com troncos de rvore, palha, folhas, etc. Esse tipo de construo  comum entre os indgenas.
  [A maloca dos Yanomami abriga toda a aldeia e recebe o nome de *shabono*.]
 MANGUE (pg. 178) -- Terreno que fica perto da costa, regularmente inundado por gua doce e gua salgada. A vegetao  formada por rvores de troncos finos e razes areas e o solo  um tipo de lama escura e mole.
  [No solo do mangue vivem principalmente caranguejos.]

-- P
 POSTO DE SADE (pg. 64) -- Local onde  oferecido tratamento gratuito de sade. Normalmente um posto de sade  menor do que um hospital e possui menos equipamentos e funcionrios.
  [Postos de sade oferecem o servio de vacinao gratuita.]
 PREDOMINAR (pg. 181) -- Destacar-se, sobressair, dominar.
  [Nas grandes cidades, os prdios e as ruas predominam na paisagem.]
<131>
 PRODUTO (pg. 126) -- Tudo aquilo que  fabricado ou que resulta de uma atividade.
  [Milho, arroz e feijo so produtos agrcolas. Detergente, sabo em p e bolacha so produtos industrializados.]
<p>
-- R
 RECICLAGEM (pg. 198) -- Tratamento de material usado, de forma a possibilitar sua reutilizao.
  [A reciclagem pode ser uma das grandes aliadas ao combate do problema do lixo em nosso planeta.]
** REFINARIA DE PETRLEO (pg. 192) -- Local onde o petrleo (um lquido negro que existe no subsolo de algumas reas)  refinado, ou seja,  dividido em vrias partes. A partir dessa decomposio, so obtidos vrios produtos: leo *diesel*, gasolina, querosene, etc. Da dizermos, por exemplo, que a gasolina  um derivado do petrleo.
  [O estado de So Paulo possui grandes refinarias de petrleo, como a de Paulnia, no interior do estado.]
 REMUNERAO (pg. 171) -- Quantia em dinheiro que algum recebe pelo trabalho que executou.
  [Isabela  trabalhadora domstica. Ela recebe sua remunerao por dia de trabalho.]
 RESERVA INDGENA (pg. 176) -- rea protegida pelo governo a fim de preservar a populao indgena que a habita e os recursos da regio que garantem a sobrevivncia do grupo.
  [Os Kuikuro, os Kamayur e os Yawalapiti vivem na reserva indgena do Xingu.]
 RITUAL (pg. 68)  Cerimnia realizada por um grupo ou uma comunidade para celebrar uma data ou ocasio especial.
  [Entre alguns grupos indgenas, o adolescente precisa passar por rituais para ser aceito no mundo adulto. Entre certos grupos, o menino tem de enfrentar duras provas, como ficar sozinho na floresta ou enfiar a mo numa luva de capim cheia de formigas.]
<p>
-- S
 SALRIO (pg. 126) -- Quantia em dinheiro que o patro paga a todo trabalhador pelo servio prestado.
  [O valor do salrio mnimo  estabelecido por lei.]
 SATLITE (pg. 140) -- Equipamento enviado ao espao com vrios objetivos: para tirar fotos de nosso planeta, para facilitar o sistema de comunicaes, para localizar focos de incndios florestais, para fazer previso do tempo, etc.
  [O IBGE utiliza um satlite especfico para monitorar as florestas brasileiras.]
<132>
 SERVIO PBLICO (pg. 136) -- Conjuntos de servios ou atividades mantidas pelo governo.
  [Escolas e hospitais pblicos, justia (tribunais e juzes), polcia, postos de sade, etc., so servios pblicos.]
 SOLO (pg. 184) -- Parte da superfcie da Terra formada por material rochoso e fragmentado e restos de seres vivos.
  [O acmulo de lixo pode contaminar o solo.]

-- U
 USINA HIDRELTRICA (pg. 192) -- Local onde se produz energia eltrica a partir do represamento das guas de um rio.
  [A usina hidreltrica de Itaipu, construda no rio Paran,  uma das maiores do mundo.]
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               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Primeira Parte